Zumbis em Tóquio

Saindo do avião percorremos os corredores do aeroporto até chegar a imigração. Pelo caminho a demonstração da gentileza e simpatia das pessoas nos orientando pelo caminho, reverenciando com suas luvas brancas e nos dando as boas vindas.

Para entrar no Japão havíamos preenchido o formulário de imigração on-line e imprimimos um QR Code que, em um processo rápido, foi escaneado juntamente com o passaporte por uma moça simpática, depois passamos pela entrevista com um rapaz não tão simpático e ganhamos um selinho bonitinho no passaporte.


Com o mesmo QR Code passamos pela alfândega ajudados por uma brasileira que trabalha por lá e, num instante, estávamos na confusão do saguão do aeroporto.

Sempre que chego em um país novo e saio no saguão vem aquela sensação de "... peraí... muita calma nesta hora...". É muita informação ao mesmo tempo e a gente tem que se orientar.

Pegamos algum dinheiro no ATM e tínhamos que achar a loja da linha do trem para poder resgatar as passagens que compramos online. Tem vários tipos de trens que saem de Narita com preços variados de acordo com a velocidade que o trem anda. Havia comprado as passagens do mais rápido, que leva 40 minutos para chegar no centro. Devemos ter ficado pelo menos 20 minutos na fila para trocar a passagem... Será que valeu à pena?

No trem deu para começar a ver o Japão. Plantações de arroz (muitas...), casinhas pequenas e variadas, carros estranhos no formato de caixinhas, alguns prediozinhos de apartamentos. À medida que fomos chegando mais perto de Tóquio menos casas e mais prédios, cada vez mais próximos da linha do trem. Diferentemente de tantos outros lugares, onde a área próxima da linha do trem normalmente é mais pobre e deteriorada, os prediozinhos pareciam novos, bem pintados e limpos. Quando passa o trem deve tremer tudo mas, para quem já está acostumado com terremoto não deve ser problema.

Chegamos na estação Ueno, ponto final do trem expresso e tínhamos que ir para a estação central de Tóquio. Só que o metrô é bem complicado e não conseguimos achar esta linha. O Google Maps nos ajudou a achar outra, que nos deixou bem perto do hotel.

Fim de uma viagem que durou 39 horas, de casa até o hotel.


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