Comendo como um cavalo
A "experiência" do jantar ontem à noite deu muito o que pensar.
Já falei de como o japonês é criativo na hora de ser prático. Mas acho que tudo deve ter um limite.
Marina já tinha comentado de uma rede de restaurantes de Ramen chamada Ichiran. Perto do nosso hotel em Osaka havia dois restaurantes desta rede, os dois com filas na porta. Aqui em Kyoto vimos que havia um perto do hotel que também tinha fila na porta. Ontem, saimos um pouco mais cedo, dispostos a comer lá e, quando vimos que a fila estava pequena, entramos.
Primeiro a gente faz o pedido em um totem, como é comum em vários fast foods hoje, com a diferença que a máquina imprime pequenos coupons, um para cada coisa que vc pediu.
Aí você entra em uma fila em um corredor meio escuro e cheio de curvas, como nas filas dos brinquedos da Disney ou da Universal em Orlando. Lá na frente, ainda como naqueles brinquedos, uma pessoa fica perguntando de quantas pessoas é cada grupo e vai mandando um grupo para cada porta diferente. Ao lado de cada porta, como nas montanhas russas, tem um painel que mostra os lugares que estão disponíveis em cada ambiente atrás daquela porta.
Aí o cara nos orientou para sentarmos nos assentos 27 e 28 do quarto que apontou, que estavam mostrados em verde no painel.
Neste ambiente haviam 16 baias, literalmente, como cochos de cavalos se alimentarem. Eram 8 de um lado e oito de outro, com uma banqueta redonda na frente de cada uma. Ao sentar na banqueta a visão que você tem é esta:
À sua frente um buraco a meia altura que dá para um lugar escuro. Uma torneira para se servir com água. Caneta, um papel para pedidos. Alguns palitinhos para comer. Na frente, perto do buraco, um botão para chamar o atendente.
Aléxia estava na cocheira ao lado.
Aí você eperta o botão e vem um atendente pela janela. A gente não vê a cara do atendente e ele não vê a sua cara. Ele só coloca o seu pedido na sua frente e fecha uma cortininha de pauzinhos.
Aí fica assim:
Comemos e saímos sem ter para quem agradecer. Ainda deu para perceber no painel que o 27 e 28 estavam em vermelho, provavelmente avisando que saimos.





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