Sobre a comida... talvez eu vá ser um pouco polêmico aqui...
Adoro sushi... isto é certo. O sushi que comemos em BH, na base, é igualzinho o que temos aqui. Vem com o sashimi, o gengibre, o shoyu e tal. Aqui não vem o sunomomo (aquele pepino), gozado. Só comemos ele no meio de um sanduiche. A grande diferença aqui é a variedade. Tem trocentos tipos, embora não tenha visto nenhum de requeijão cremoso ou geléia. Acho que eles preferem seres que estiveram vivos (fora os ovas ou de omelete, que são bem gostosos).
Comemos inclusive num daqueles de esteira, o que é muito prático porque não precisa falar nada com ninguém...
Também gostamos muito de okonomyiake e foi ótimo ver preparos diferentes em Hiroshima e Osaka, os dois também diferentes do que comemos em BH. Aqui ele vem em camadas. Em BH é tudo misturado.
Mas comida japonesa é bem mais que isso, e aí que a coisa acho que começa a pegar.
Vimos esta camiseta em um passeio e viemos então nos guiando por ela.
Desta lista só não comemos Unagi (que é um preparo de enguia) e o Yakiniku.
Mas o problema que tivemos é que a gente começa a enjoar do tempero, especialmente nos pratos molhados, à base de macarrão. Por outro lado, são muitos pratos também à base de frituras. Então a gente acabou apelando para um italiano e um McDonalds em duas refeições. Também jantamos no quarto algumas vezes, um sanduichinho leve à base de atum ou ovo.
Ontem, nosso último dia inteiro, comemos um tonkatsu (que é uma carne de porco empanada) sobre uma base de arroz com curry.
Antes, havíamos feito um passeio pelo Palácio Imperial (onde estavam recebendo novos embaixadores)
E depois subimos no Shibuya Sky para uma vista da cidade, inclusive do famoso cruzamento, que tava meio vazio pois era apenas o meio da tarde.
Para o jantar, fomos comer um Sukiyaki.
A carne é super marmorizada, muito bonita. A panela fica sobre um fogão de indução. No meio ali tem um papel com as instruções em inglês falando para a gente se servir (a moça só fez a primeira carne), deixar sempre um molho na panela e mostrando o tempo de cozimento da carne e dos legumes.
Nós comemos um sukiyaki alguns anos atrás em São Paulo e era bem diferente. Tinha a panela na mesa mas o garçon já colocava lá um monte de vegetais e carnes e tampava, deixando tudo cozinhar ao mesmo tempo. A gente só tinha que comer.
O café da manhã é outro capítulo. Como sempre tomamos café da manhã no hotel, fica difícil saber o que é o hábito dos japoneses. No hotel de Kyoto, aquele tradicional, era um café radical. Mas a nossa professora de okonomiyaki disse que, embora seja realmente um café tradicional, não é muito comum. Na casa dela eles comem pães e uma sopa.
Acho que na categoria de comida mais estranha ganhou o camarão que comi ainda mexendo. Mas fora essas coisas que eles colocam no sushi, não tem nada muito nojento não.
Na eleição da melhor comida, ficou um monte de coisa empatada. O gyoza e o ramen que comemos no primeiro dia foram sensacionais, os okonomyiakis (especialmente o da professora), o ramen do Ichiran (aquele das baias de cavalo) e o sukiyaki de ontem foram todos memoráveis.
Estou escrevendo enquanto fazemos hora para pegar o ônibus para o aeroporto. Acho que este blog vai ficando por aqui. Fiquei muito feliz com o feedback que recebi de alguns leitores, até mesmo alguma cobranças quando fiquei um ou outro dia sem escrever. Em Tóquio reduzimos bastante o ritmo pois até esta vida de turista cansa... Vamos enfrentar agora um longo voo de volta prá voltar à nossa vidinha e voltar a pedir um japa em casa.
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