A anti rosa atômica

Hiroshima é um tapa na cara.

Uma cidade grande, mais de um milhão de pessoas, moderna, bonita mas que guarda bem no meio uma cicatriz profunda.

Vista do nosso quarto

O parque onde ela se encontra é bonito, cheio de árvores e pessoas. Talvez não devesse ter sido recuperado assim. Talvez o que devia ser feito seria te-lo deixado como mostram as fotos. A destruição impressionante. Hoje, da plástica que foi feita, praticamente só resta o Domo da Bomba Atômica, que não deixa de ser impressionante e que nos emocionou. Talvez para querer transmitir a mensagem de paz tenha que ser algo mais palatável, não sei.

O parque não é muito grande, talvez umas 4 praças da liberdade. Haviam dezenas de turmas de escola, comportados, andando aos pares, uniforme impecável. Um coral deles cantava junto ao monumento às crianças. Acho que deve ser um programa obrigatório das escolas.

Só uma coisa era bem esquisita, como a Aléxia percebeu. Não parece existir ressentimento com os americanos que, afinal, causaram toda esta destruição e sofrimento. Nos mármores junto aos destroços o texto esculpido se refere à bomba como se fosse algo que tivesse vindo sozinha lá do céu. Mesmo no museu, só no final é que tem uma sala que dá o contexto histórico da guerra, da corrida nuclear e tal.

Hiroshima, para mim, entrou para o rol dos lugares sagrados que visitei para refletir sobre a estupidez humana. Os outros foram o Museu do Holocausto, em Jerusalém, e o Museu do Apartheid em Joanesburgo.




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