Cuidado, VIPs viajando!
Fizemos o voo via Guarulhos e Houston. São quase 10 horas de Guarulhos até Houston e depois quase 14 até o aeroporto de Narita, em Tóquio. Sabíamos que ia ser puxado mas contávamos com status VIP que nos foi vendido com o Mastercard Black para amenizar um pouco esta "vida dura" de viajar na econômica.
Pois bem, nas duas enormes salas VIP do nosso cartão em Guarulhos tinha fila na entrada. Só dava para entrar quando saísse alguém para dar espaço.
Resolvemos nos unir ao povão e pagar R$36 por uma garrafinha de 200ml de suco de abacaxi com hortelã no saguão do aeroporto.
O avião da United parecia bem novinho e tinha aquelas janelas sem persianas com controle de luz. Também inovaram no travesseiro que distribuíram.
Chegando em Houston descobrimos que, apesar de termos 3 salas vip à disposição, a do terminal 3, onde estávamos, era da United e não tínhamos direito de usá-la... Comemos uns sanduíches de ovo com a galera.
Embarcamos para a terceira perna da viagem. Desta vez a estratégia da Aléxia funcionou e a cadeira do meio veio vazia o que nos deu um pouco mais de conforto para enfrentar este voo enorme.
Eu, como reza nosso acordo nupcial, vim na janela. Vi o meio oeste dos Estados Unidos passando por lá durante várias horas. Um tédio. Tinha a esperança de ver passar as montanhas rochosas mas passamos mais pelo meio: Texas, Oklahoma, essas coisas. Quando não estávamos mais em Kansas, anymore, o tempo ficou fechado. Quando abriu já era o território de "Fargo" e dava para ver uma neve aqui e outra ali.Dei uma cochilada e quando acordei tava no norte do Canadá. Montanhas e vales muito escarpados e neve para todo lado. Uma paisagem que nunca vi. É tipo alpes suiços mas numa área que deve ser quase do tamanho da amazônia. O que me fez pensar. Por mais inóspita que seja a amazônia, se vc cai de paraquedas lá, dá para tentar sobreviver, tipo largados e pelados. Nesse lugar no Canadá tem jeito não. Surreal.
Passando o Alasca o avião foi pelo mar aí ficou sem graça. Foi só tentando ver filme, dormir e comer. Até que, inacreditavelmente, chegamos...
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