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Mostrando postagens de abril, 2024

Ainda sobre experiência do usuário

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Uma observaçãozinha rápida... Quando pensamos em arte japonesa sempre vem à mente aquelas pinturas delicadas em biombos ou tecidos. E realmente a gente encontra coisas maravilhosas, não só em museus mas também em lojas de bom gosto. Caixa de Momiji Manju - o biscoito de Myiajima Mas o que se vê nas ruas e lojas é uma poluição visual excessiva. Além dos letreiros gigantes e iluminados, um simples cartaz anunciando alguma coisa mostra que, mesmo sem entender o idioma, tem informação demais! Entrada de uma loja em Osaka "Orientações" no castelo de Osaka "Arcade" em Osaka Luminosos em Osaka Aqui em Kyoto parece que existe melhor regulação urbana. Não vi ainda anúncios luminosos e as placas das lojas, ao longo das ruas, parece padronizada...

Kyoto é Tokyo ao contrário

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Hoje chegamos a Kyoto. É bem pertinho de Osaka, 40 minutos de um trem comum. Aqui reservamos um hotel tipo ryokan , ou seja, eles imitam uma hospedaria tradicional japonesa com quartos de tatames e camas no chão. Mas esse tem elevador, privada automática e ar condicionado... A gente entrou no quarto e só ria da nossa falta de mobilidade para sair da cadeira ou do colchão. Só que eu troquei a ordem aqui... chegamos no hotel primeiro por volta das 10 da manhã mas, como o check-in é as 16hs, deixamos as malas e fomos passear. Pegamos um ônibus e fomos para a região de Arashiyama para passear na floresta de bambus. Descemos do ônibus junto a uma ponte em uma região com lojas e restaurantes muito bonitinhos. Fomos em direção ao templo Tenryuji mas decidimos não entrar e dar a volta pelo jardim até a floresta de bambus. A gueixa veio de brinde... A floresta é realmente algo muito bonito e diferente! Diz que é natural! Saimos de lá e fomos para Kinkaku-ji. O templo do pavilhão dourado. Maravi...

Rituais de delicadeza

A gente sempre ouve dizer como o japonês é delicado ao tratar as pessoas. As reverências estão sempre presentes, inclusive em situações surpreendentes. Já havíamos percebido, logo na chegada, os funcionários do aeroporto nos dando as boas vindas e fazendo reverências para nos indicar o caminho da imigração. No trem, o condutor sempre passa para lá e para cá. Ao chegar na porta que separa os vagões ele se vira para nós, passageiros, e faz uma reverência antes de se dirigir para o próximo vagão. Ninguém presta atenção, mas ele faz assim mesmo. Hoje, andando pela rua, em um cruzamento complicado, mesmo com sinais de trânsito e de pedestres, haviam vários guardas sinalizando para os carros ou os pedestres passarem. Ao abrir o sinal de pedestre, os guardinhas faziam uma reverência para os pedestres. Já imaginou isso?

Nara

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Ontem fomos passar o dia em Nara, a primeira capital do Japão. A cidade fica no meio do caminho entre Osaka e Kyoto e normalmente se vai em um bate-e-volta. Pensávamos a princípio fazer este bate-e-volta a partir de Kyoto mas, como vamos ficar mais dias em Osaka e tem menos coisa para se ver, resolvemos inverter. Resolvemos contratar um tour a pé e acho que foi realmente uma boa ideia. Era um grupo pequeno, apenas eu, Aléxia e uma menina americana, da Califórnia. Nossa guia, a Eri, era muito simpática e levou o tour muito bem. Era um tour longo, de 5 horas. As principais atrações de Nara são os templos budistas e os santuários shintoistas em torno de um enorme parque. O tour começou justamente explicando que os japoneses são, principalmente budistas e shintoistas e, muitas vezes, os dois. O budismo veio da Índia e da China. O shintoísmo surgiu no Japão mesmo. No Shintoísmo são milhares de deuses, normalmente ligados à natureza. Nossa visita mais extensa foi ao templo budista Todai-ji D...

Lidando com o inglês com criatividade

Ontem aconteceram dois exemplos de como o japonês é super prático para solucionar o problema de receber tantos estrangeiros que não falam japonês. Nas grandes cidades, cheias de turistas, os japoneses se viram razoavelmente com o inglês para as tarefas que precisam realizar. Mas quando a conversa é mais complexa a coisa pode ficar difícil. No shopping fomos no balcão de informações para perguntar onde ficava uma seção que precisávamos ir. A moça pegou um aparelhinho menor que um celular, falou alguma coisa em japonês nele e nos mostrou a tradução. Simples, prático e tecnológico. O outro exemplo foi no ônibus. Entramos pela porta de trás, como tinha que ser, e não achamos onde encostar o cartão na entrada. Fui até à frente e, gesticulando, perguntei para o motorista onde passava o cartão. Ele fez um gesto de "pera um pouquinho", remexeu numa bolsa e tirou um cartãozinho plastificado com a frase (em inglês): "O pagamento é só ao sair"... Não dá para pensar nada mais s...

Sobre "experiência do usuário"

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Ontem foi curioso o contraste de situações que vivemos no almoço e no jantar. Depois que saimos do castelo de Osaka, pegamos um ônibus para ir em um shopping. Chegando lá entramos em um subterrâneo e, debaixo da terra, tem um mundo enorme ligando shoppings e estações de trem e metrô. São inúmeras lojas e é muito difícil saber onde começa uma coisa e termina outra. Estávamos com fome e vimos um restaurante bem familiar daqueles que colocam modelos de pratos na vitrine. Após uma pequena fila nos sentamos e uma garçonete super simpática nos ajudou a escolher no cardápio virtual, que era em inglês. Foi uma comida super gostosa,  "caseira", em um ambiente tranquilo. Apesar da fila na porta, não sentimos nenhuma pressão para sair rápido. Em torno de nós várias pessoas estavam conversando com os pratos já vazios. Já à noite, saimos para comer alguma coisa perto do hotel. Impossível. Tudo lotado com filas. Achamos um pequeno restaurante que tava com mesas livres e, na realidade, esta...

Osakajo - O Castelo de Osaka

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Um novo hotel, um novo café da manhã. Este até agora foi o mais variado, mas as maiores novidades foram na categoria "comidas de almoço" com diferentes carnes, peixes, camarões e até sorvete. Frutas, pães, queijos, essas coisas do nosso café da manhã... quase nada. Não que seja ruim. É até bem gostosinho. Salmão, mussarela, camarão, maionese, tomate e queijinho Fomos então ao Castelo de Osaka. Um prédio muito bonito em um parque muito grande. Lá dentro, muito cheio (hoje é sábado e também feriado) é um museu contando a história do castelo. Nos detalhes do telhado ficou muito claro quem a Disney copiou ao projetar o hotel Swan. Na contação da história do castelo tinha uma passagem também inspirada em outra história, de um menino importante (não entendi qual o parentesco com o cara que construiu o castelo) mas que, diz a lenda, na noite que ele nasceu havia uma estrela brilhando mais que o normal. Saindo do castelo, com fome, dividimos um salgadinho frito à base de peixe e quei...